O que é o Princípio da Descrença e como aplicá-lo?

Princípio da Descrença

O Princípio da Descrença é uma das proposições fundamentais da Conscienciologia, um convite ao pesquisador motivado a examinar criticamente qualquer fato ou ideia – incluindo os próprios constructos conscienciológicos – e verificá-los diretamente, por meio da experimentação pessoal.

O Princípio da Descrença e a Conscienciologia:

A Conscienciologia propõe novos conceitos e técnicas para um entendimento mais amplo da consciência, nossa essência imaterial e autoconsciente, também denominada ego, self, personalidade, alma ou espírito.

Na perspectiva dessa Ciência, que adota o chamado paradigma consciencial, a consciência sobrevive à morte do corpo biológico e evolui acumulando experiências ao longo de vidas humanas sucessivas. 

Nas pesquisas conscienciológicas, o Universo é considerado multidimensional, envolvendo, além da dimensão intrafísica, mais densa, uma dimensão mais sutil, extrafísica, na qual a consciência também pode se manifestar.

Em consonância com o princípio da descrença, as teorias da Conscienciologia são tratadas como verdades relativas de ponta, ou seja, buscam refletir a melhor compreensão da realidade alcançada em determinado momento, a partir do consenso de uma comunidade de pesquisadores. No entanto, tais ideias são sempre passíveis de aperfeiçoamento ou refutação, caso surjam novas constatações ou conclusões fundamentadas.

Como aplicar o Princípio da Descreça?

A aplicação do princípio da descrença constitui antídoto contra uma série de condições limitadoras da autonomia intelectual e das possibilidades de desenvolvimento pessoal, facultando a libertação em relação a dogmas de qualquer natureza, a superação de misticismos, a evitação de fanatismos e a eliminação de superstições.

Por meio da reflexão, do questionamento e da vivência em primeira mão, o indivíduo deixa de aceitar argumentos de autoridade, embasados apenas na reputação, status social ou posição hierárquica de quem os formulou. E tampouco precisa depender de intermediários para ter acesso a informações sobre a dimensão extrafísica e as consciências que atuam nesse ambiente.

É importante compreender que a adoção do princípio da descrença não significa descartar informações de maneira apriorística, mas sim analisar qualquer conteúdo de modo racional, criterioso, e submetê-lo ao crivo da experiência pessoal, antes de decidir por sua aceitação ou rejeição.

Não acredite em nada,
nem mesmo no que lhe for informado neste artigo.
EXPERIMENTE!
Tenha suas experiências pessoais.

A postura de incredulidade demanda uma atitude proativa, com investimento constante do indivíduo para aprimorar seus atributos conscienciais ou qualidades, a fim de conquistar patamares mais elevados de discernimento, senso crítico, visão de conjunto, autoconhecimento e percepção da realidade, além da restrita ótica materialista.

Por isso, o conscienciólogo valoriza o estudo, a pesquisa, os debates e a produção de novos conceitos capazes de gerar esclarecimento sobre a consciência e suas manifestações, sem qualquer pretensão de convencer ou persuadir, incentivando o interlocutor a pensar por si mesmo e buscar comprovações pessoais.

Para tornar factível a investigação lúcida e racional das realidades extrafísicas, a Conscienciologia trabalha com técnicas para o desenvolvimento do parapsiquismo, faculdade que todo ser humano possui de perceber além dos cinco sentidos básicos do organismo biológico, incluindo a capacidade de produzir experiências lúcidas fora do corpo físico.

Ao compreender e aplicar o princípio da descrença, a consciência tende a dinamizar a própria evolução, pois se permite questionar o que está estabelecido, segundo uma ética mais abrangente – a cosmoética –, enquanto mantém uma atitude otimista em busca de conhecimentos mais elaborados e úteis sobre si mesma e os demais seres de um Cosmos multidimensional.

Autor
Daniel Iria Machado

Daniel Machado

Bacharel em Física. Doutor em Educação para a Ciência
Voluntário do Campus CEAEC desde 2016.
Docente da Conscienciologia desde 1995.

Referências Bibliográficas

– Vernet, Oswaldo; Descrenciograma: Fundamentação e Teática; 2020; páginas 35, 40, 47 a 49, 51 a 53 e 74 a 79.
– Vieira, Waldo; Dicionário de Argumentos da Conscienciologia; 2014; páginas 520 a 522, 777, 778, 1118 a 1121 e 1421.
– Vieira, Waldo; Parapsiquismo; Princípio da Descrença; verbetes; 2018; páginas 16.783 a 16.786 e 18.004 a 18.006.
– Vieira, Waldo; 700 Experimentos da Conscienciologia; 1994; página 100.

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