Tira-Teima: o que é e o que não é Autopesquisa?

Tira-Teima: o que é e o que não é Autopesquisa?

A autopesquisa faz parte das premissas do Paradigma Consciencial e é um dos pilares da Conscienciologia. Frequentemente ouvimos que é necessário fazer a autopesquisa, escrever sobre ela ou aprofundá-la. Mas, realmente, o que é a Autopesquisa?

Conforme o propositor da ciência Conscienciologia Waldo Vieira, “a autopesquisa é o estudo de si mesmo com todas as consequências evolutivas daí advindas, onde o pesquisador, homem ou mulher, é, ao mesmo tempo, o objeto, o experimentador, o sujeito, a autocobaia voluntária e o campo de pesquisa, sendo, em tese, sempre evolutivo e cosmoético”(Vieira, 2004, p. 1.095).

Trocando em miúdos, cada pessoa pode ser o pesquisador, a cobaia e o campo de pesquisa. Esses 3 estados envolvem inúmeras ações. Compreende-se então que fazer autopesquisa exige pelo menos 10 destas práticas:

  1. Identificar e delimitar o objeto de pesquisa: a temática.
  2. Utilizar recursos de pesquisa: artefatos do saber, viagens, materiais, dentre outros.
  3. Usar instrumentos de pesquisa, como formulários, técnicas e ferramentas adequadas.
  4. Empregar método científico e organização para o desenvolvimento da pesquisa teática.
  5. Fazer levantamento dos dados e informações necessárias.
  6. Estabelecer autodiagnósticos.
  7. Levantar hipóteses.
  8. Estipular metas e prazos para as autorreciclagens.
  9. Mensurar as mudanças pessoais por meio da autorreciclometria.
  10. Reestabelecer novos objetivos de autopesquisa.

Essas etapas fazem parte do campo de pesquisa, onde ocorre a delimitação do problema, o desenvolvimento das pesquisas, o levantamento das hipóteses, as reciclagens, as aferições dos resultados das mesmas e o debate das verdades relativas de ponta (verpons) com outros autopesquisadores.

A publicação da gescon do autopesquisador com a pesquisa e os objetivos atendidos será sempre opção pessoal, a partir da vontade em expor o labcon. No entanto, vale lembrar o exemplarismo e a interassistência que a autossuperação desperta no entorno próximo e nos leitores. O mais importante e o objetivo principal da Autopesquisa é a autorreciclagem, e a aceleração da evolução pessoal, mesmo não ocorrendo a publicação.

No entanto, existem ainda alguns equívocos conceituais, que erroneamente estão associados ao processo autopesquisístico como um todo. Dentre eles citamos pelo menos 5 itens que não se constituem como autopesquisa, mas sim, fazem parte do processo de autopesquisa:

  1. Autoinvestigação;
  2. Autoconhecimento;
  3. Autoperscrutação;
  4. Autoanamnese;
  5. Autocognição.

A autoperscrutação e a autoinvestigação referem-se aos primeiros passos do campo de pesquisa, e o autoconhecimento ou autocognição podem ser adquiridos no processo da autopesquisa mas não constituem o ciclo autopesquisístico completo.

Todo tipo de introspecção pessoal, reflexão, pode ajudar sim, mas completará as autopesquisas planejadas que contemplam as autorreciclagens programadas.

Somente saber ou conhecer o seu microuniverso consciencial e as peculiaridades de sua manifestação não otimizam a evolução. É preciso haver mudança, superação e incorporação de novos hábitos pessoais, sadios e mais homeostáticos.

Se apenas isso fosse requerido, o autopesquisador não conseguiria chegar às autorreciclagens lucidas a programadas, objetivo-mor deste tipo de pesquisa. Não ocorrendo as reciclagens programadas, a evolução ocorreria normalmente, no curso natural do sistema evolutivo, muito frequentemente pela saturação obtida por meio dos erros.

Oras, se um dos objetivos é aumentar a velocidade da evolução, a partir de assumirmos o protagonismo das transformações pessoais, com amplitude da maturidade e recuperação de cons, as reciclagens pessoais são prioritárias e precisam ser efetivadas para isso.

Por hipótese, esses esforços e autossuperações vincam essas experiências autopesquisísticas em nosso cérebro físico e em consequência no paracérebro, podendo refletir em outras vidas intrafísicas posteriores.

Podemos citar também, quanto à natureza, pelo menos 2 também não constituem autopesquisa:

  1. Heteropesquisa: está fora do microuniverso consciencial e ninguém muda ninguém;
  2. Pesquisa teórica: exclui o processo da autoexperimentação que é um dos pontos primordiais da Conscienciologia.

Podemos citar também alguns itens que não são autopesquisa e podem ser considerados dificultadores autopesquisísticos, pois não estão no âmbito científico, tais quais crenças, superstições e a religião.

A autopesquisa segue os padrões científicos fundamentados no Paradigma Consciencial para o estudo da consciência. Toda a fundamentação e tecnologia estão a favor da agilização das mudanças, sempre com foco evolutivo e de acordo com o fôlego pessoal.

Desse modo, se você almeja modificar um comportamento anacrônico de sua manifestação, algo que lhe incomoda ou importuna os outros ao seu redor, ainda nesta vida intrafísica, tome as rédeas dessa mudança e seja protagonista de suas transformações para melhor.

 

Questionamentos pessoais.

  1. Entendo as etapas da autopesquisa?
  2. Realizo todas as etapas ou paro antes das ações de reciclagem?
  3. Como posso ser mais cosmoético e maduro comigo mesmo? Como posso planejar tecnicamente essas autossuperações por meio da autopesquisa?
Autora

Jacqueline Nahas

Formada em administração pela Universidade Federal do Paraná- UFPR, é voluntária, pesquisadora da Conscienciologia desde 1992. Atualmente desenvolve estudos sobre a Autopesquisologia, Paradiplomaciologia, Educação e Seriexologia. Co-organizadora do livro Homo lexicographus e editora do suplemento especial em francês, Vol.25 da Revista Conscientia.

Referências Bibliográficas

VIEIRA, Waldo; Homo sapiens reurbanisatus; revisores Equipe de Revisores do Holociclo; 1.584 p.; 24 seções; 479 caps.; 139 abrevs.; 12 E-mails; 597 enus.; 413 estrangeirismos; 1 foto; 40 ilus.; 1 microbiografia; 25 tabs.; 4 websites; glos. 241 termos; 3 infográficos; 102 filmes; 7.665 refs.; alf.; geo.; ono.; 29 x 21 x 7 cm; enc.; 3ª Ed. Gratuita; Associação Internacional do Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC); Foz do Iguaçu, PR; 2004; página 1.095.

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