O Sentido da Vida e a Conscienciologia

Porque estamos aqui?

Será que nascemos para seguir aquilo que nossa cultura determina ser essencial para alcançar uma vida realizada, como, por exemplo: completar um curso superior, estabelecer uma carreira profissional, casar, ter filhos e aposentar-se?

Ao longo da história, percebemos que o homem constantemente esteve em busca de compreender sua razão de ser e qual seria o motivo de sua existência. Nas expressões culturais como filosofia, arte, literatura e rituais de diversos povos encontram-se as reflexões do homem sobre sua participação no mundo, desde a vivência de nossos ancestrais.

O sentimento de vazio

Na realidade atual, percebemos que é comum a busca por um prazer imediato, hedônico, que se torna descartável e superficial, trazendo muitas vezes consigo um sentimento como se faltasse alguma coisa para preencher a vida, a este sentimento chamamos de vazio existencial.

Uma pessoa sem propósito de vida, que vivencia um vazio existencial, acaba por encontrar-se, geralmente, estagnada no tempo. Podem se passar 5 anos e parece que a vida continua a mesma, como se nada tivesse mudado ou evoluído em seu contexto existencial.

A busca por significado

Neste aspecto, vão existir aquelas pessoas que não assumem um protagonismo em suas vidas, que vivem a partir de um lócus de controle externo, no qual a responsabilidade pelo que acontece em sua vida sempre é do outro e nunca é própria. Algumas pessoas querem ver a vida diferente, querem que o mundo mude e que a vida fique melhor sem elas precisarem tomar alguma atitude para iniciar essa mudança, o que não é possível. 

Contudo, é possível tirar proveito dessas situações que trazem esse sentimento de vazio existencial para buscar refletir e compreender sobre o que está faltando em sua vida e o que poderia trazer um sentido significativo, um propósito.

Aqui entra a relação entre a liberdade e a responsabilidade: quanto mais livre é uma pessoa, mais responsabilidade ela possui pela própria vida, pelo contexto de sua própria existência. Podemos usar como exemplo a situação de uma pessoa que está crescendo: quando criança, é mais dependente dos pais para realizar as atividades do dia a dia, porém, conforme se desenvolve e amadurece, ganha autonomia junto com sua liberdade e se torna responsável por suas escolhas.

Algumas pessoas anseiam mais por essa liberdade, como se sentissem que possuem uma missão de vida da qual precisam ir atrás de realizar. Levanta-se aqui a pergunta: você já se sentiu incomodado com alguma realidade e gostaria de contribuir para melhorá-la, para otimizá-la?

 

A programação existencial e a Conscienciologia

Na Conscienciologia, este objetivo – sentido de propósito, missão ou meta de vida – corresponde ao conceito de Programação Existencial (Proéxis), caracterizada por uma visão mais transcendental sobre a vida, diferente de um simples propósito de vida, por exemplo:

Uma pessoa pode estabelecer como um propósito para sua vida a meta de construir uma família, seu trabalho, ajudar a comunidade, entre outros.  Neste contexto, é importante destacarmos que a programação existencial se diferencia por consistir no planejamento de vida que realizamos antes de ressomar (renascer) nesta dimensão intrafísica.

Este planejamento ocorre no período intermissivo (entre uma vida e outra) quando a consciência participa do chamado curso intermissivo, o qual auxilia no aprimoramento dos talentos evolutivos das consciências, em função de sua proéxis e em busca de contribuir para a evolução pessoal e, ao mesmo tempo, para a evolução do planeta. 

Ao planejar a proéxis, ainda no extrafísico, leva-se em consideração todos os fatores que ocorreram no decorrer da sua existência em outras vidas e pensando em como ela pode ser mais exitosa nesta próxima ressoma.

Entrar em contato com a Conscienciologia, em muitas situações, pode confirmar aquela certeza que a pessoa possuía em sua intimidade de ter realmente algo a realizar, de que sua vida possui um sentido ou propósito, reduzindo então aquela sensação de insatisfação perante a vida anteriormente mencionada.

Neste novo contexto em que a pessoa passa a se encontrar, surge então um novo questionamento perante si mesmo, no qual a pessoa busca encontrar o que ela programou para sua existência nesta vida, procurando aproximar-se cada vez mais da realização de Programação Existencial.

Manual da Proéxis


Manual da Proéxis (6ª ed.) – Waldo Vieria

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Autora

Gabriella Dias

Acessei a conscienciologia pela primeira vez em fevereiro de 2018, com 19 anos, pelo curso Balanço Existencial. Sou graduanda no 9º período em Psicologia pelo Centro Universitário Uniamérica (vide 2021). Voluntária da Associação Internacional de Programação Existencial (APEX) desde 2018 e formanda em docência conscienciológica pela APEX.

Referências Bibliográficas

Fonte da imagem: Unsplash – Fuu J

– CARNEIRO, C.; ABRITTA, S. Formas de Existir: a Busca de Sentido para a Vida. Revista da Abordagem Gestáltica, XIV(2): 190-194, jul-dez, 2008.
– Loche, Laênio. Determinantes do Conteúdo da Proéxis: A Abordagem Sistêmica da Evolução. Revista Conscientia, v. 11, 2007.
– VIEIRA, Waldo. Manual da Proéxis. Associação Internacional Editares, Foz do Iguaçu, PR, 2011.
LOCHE, Laênio. Programação Existencial – parte 1, 2, 3, 4 e 5. Youtube, 26 de outubro de 2007. Disponível aqui.

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