
Waldo Vieira
Transcrição:
Waldo Vieira nasceu no dia doze de abril de mil novecentos e trinta e dois em Monte Carmelo, interior de Minas Gerais. Aos doze anos, mudou-se para Uberaba, permanecendo lá durante pouco mais de duas décadas.
Concluiu a escola básica e cursou duas faculdades: odontologia e medicina. Em mil novecentos e sessenta e seis, mudou-se para o Rio de Janeiro. No mesmo ano, viajou para o Japão, onde pós-graduou-se.
Em dois mil, fixou residência em Foz do Iguaçu, onde viveu quinze anos.
A história de Waldo Vieira é marcada pela aptidão parapsíquica manifesta desde a primeira infância e pela dedicação irredutível em investigar o parapsiquismo detalhadamente e exaustivamente. As pesquisas desenvolvidas durante toda a sua vida resultaram no corpus da conscienciologia, ciência experimental por ele proposta no início da década de noventa.
As experiências parapsíquicas começaram a ser percebidas quando o garoto tinha apenas três anos. Alfabetizado aos quatro, já aos nove o pequeno Waldo era colecionador de livros, gibis, selos, cartões e objetos, merecendo destaque, dentre as coleções, a biblioteca, embrião da atual holoteca.
Waldo morou no colégio do triângulo mineiro em Uberaba a partir dos doze anos, onde trabalhava para custear seus estudos e estadia. A seguir, com a fundação das faculdades, tornou-se dentista e médico.
Aos catorze anos, já havia relacionado mais de duzentos fenômenos, dentre eles a projeção consciente.
As atividades mediúnicas, iniciadas aos quinze anos no centro espírita casa do cinza, assim como sua participação dentre as lideranças da mocidade espírita cristã, revestem a relação de waldo vieira com o espiritismo de um caráter formal, acentuado mais tarde na ocasião do encontro com Chico Xavier e dos feitos resultantes de uma década de parceria, a partir de mil novecentos e cinquenta e cinco. Waldo levou Chico Xavier do município de Pedro Leopoldo para Uberaba, deu início à urbanização do bairro Parque das Américas, construiu a casa onde ele e Chico moraram por sete anos, inaugurou o Centro Comunhão Espírita Cristã e implantou a clínica médica gratuita na qual atendia aproximadamente uma centena de pessoas por dia.
Das vinte e seis obras espíritas publicadas por Waldo, dezoito foram psicografadas com Chico Xavier. Também juntos desenvolveram inúmeras campanhas de arrecadação e distribuição de donativos e realizaram várias viagens nacionais e internacionais para difusão do espiritismo.
Após seu desligamento do espiritismo, em mil novecentos e sessenta e seis, Waldo passou a morar no Rio de Janeiro. Especializa-se em cosmiatria no Japão e intensifica sua carreira profissional na medicina. Na capital carioca, dedica-se à organização dos achados investigativos acumulados, incrementa as fontes de pesquisa e sistematiza o conhecimento processado desde a adolescência sobre o parapsiquismo.
Em mil novecentos e oitenta e um, Waldo publicou o livro Projeções da consciência: diário de experiências da consciência fora do corpo físico a fim de introduzir a neociência projeciologia. No mesmo ano, abre as portas da própria casa a pesquisadores interessados no assunto. A reunião sistemática deste grupo de estudiosos resulta na implantação do Centro de Consciência Contínua.
Em mil novecentos e oitenta e seis, publica o primeiro tratado, Projeciologia: panorama das experiências da consciência fora do corpo humano. No ano de mil novecentos e noventa e quatro, lança o segundo tratado, Setecentos experimentos da conscienciologia. As duas obras reúnem os fundamentos teóricos e os procedimentos técnico-metodológicos que apresentam a conscienciologia como ciência experimental.
Em mil novecentos e oitenta e oito, Waldo funda o atual Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia – IIPC, e institucionaliza a ciência, sistematizando o ensino teórico-prático do paradigma consciencial.
Em janeiro de dois mil, Waldo fixa residência no campus CEAEC, onde inicia seu mais audacioso projeto, a Enciclopédia da Conscienciologia.
Paralelamente à produção da enciclopédia, publicou cinco tratados científicos: Homo sapiens reurbanisatus, Homo sapiens pacificus, Dicionário de argumentos da conscienciologia, Dicionário de neologismos da conscienciologia e Léxico de ortopensatas. Além das obras de referência, consideradas clássicos da conscienciologia, Waldo escreveu mais dezesseis livros conscienciológicos.
Foi incluído nas publicações “Who’s who in the twenty first century” e “Dictionary of international biography” organizadas pela instituição inglesa International Biographical Centre.
De novembro de dois mil e dois a junho de dois mil e treze, Waldo ministrou tertúlias à tarde e, de maio de dois mil e doze a junho de dois mil e quinze, realizou tertúlias matinais, ambas abertas ao público.
Em abril de dois mil e doze, Waldo propõe o círculo mentalsomático, vindo a participar de cento e sessenta edições do evento semanal que reúne para debate no tertuliarium, aos sábados pela manhã, autores, autorandos e demais interessados no intercâmbio de ideias e pesquisas e nas discussões sobre temas e sentidos da escrita.
Na qualidade de pesquisador independente, Waldo defendeu o pensamento livre, ético e responsável tendo como expressão a pesquisa exaustiva, ampla, complexa e cosmovisiológica comprometida com a evolução das consciências. Doou o patrimônio intelectual e material (bens culturais) de uma vida inteira às instituições que criou para este fim.
Morreu em 2 de julho de 2015, deixando o vasto legado de um consistente e inspirador conjunto de ideias representadas por monumentos construídos material e energeticamente, prédios e espaços consolidados na criação do bairro Cognópolis em Foz do Iguaçu mas, sobretudo, concretizadas por meio de obras registradas por escrito ainda para serem exploradas plenamente. Além disso, Waldo tornou sua vida exemplo de coerência, expondo claramente a abnegação com a qual encarava os propósitos existenciais, de modo criativo, curioso, detalhista, exaustivo e incansável, resultando em incessante produtividade. Evidenciou no dia a dia como é possível viver com lucidez e discernimento, acolhendo a todos com infindável paciência, pacificação e fraternidade, demonstrando na prática o conceito de amizade raríssima.