A Visita do Saci

A Visita do Saci

Um relato de Antonio Pitaguari.

Nesse texto quero compartilhar uma curiosa experiência, ocorrida aqui na Cognópolis, quando tive minha primeira interação com o pássaro chamado Saci. Acordo, como regularmente, às 03h30 do dia 01.11.21. Um pouco depois, enquanto lia, ouço um som, muito incomum, de apenas duas notas que parecia ser de algum animal. 

O que poderia ser? Que tipo de animal faria aquele som? Saio no quintal tentando identificar. Parecia na casa ao fundo (direção norte), depois como se viesse da casa no lado leste. Escuro não tinha como ver/encontrar. Deixei-o lá. O canto durou algo em torno de 30 minutos.

No horário de 6h fui para a prática da tenepes que ocorre em um cômodo bem próximo ao muro que nos separa da casa no lado leste. Depois de uns 10 minutos, durante a tenepes, o som retornou intenso. As duas notas, forte e regular. Tão próximo que, pela primeira vez ao longo de todos esses anos, impediu a continuidade da tenepes. Abri a porta da tenepes, perguntei para Anália: você está ouvindo isso? Abri a janela do quarto de tenepes. Nosso gato macho apareceu também intrigado com o som alto e estridente. Com o telefone celular gravei o som a fim de poder identificar a fonte posteriormente. 

Em seguida, intrigado, subi no observatório que temos no telhado da casa a fim de procurar a fonte, o animal responsável pelo tal som. Tão regular e estridente, sem ver qualquer sinal do que pudesse ser, parecia ter origem no carro estacionado na garagem da casa no lado leste. Comecei a questionar se seria algum tipo de alarme do veículo.

Desci, saí de casa e me dirigi à porta da garagem. Ao chegar lá, assustei o bicho e vi o pássaro voar em direção à uma árvore na terceira casa mais acima ao leste, no lado sul da Rua da Assistencialidade, dentro do Condomínio Serenologia. 

Sincronicamente, enquanto eu caminhava em direção à tal casa, minha irmã, Christiane, aficionada por pássaros, descia à rua em busca da fonte do tal canto. Ela me disse: é um Saci! Também estava ouvindo o canto lá de sua casa. Moro na casa 26, ela mora na casa 16. O som era realmente alto para que ela pudesse também ouvir a mais de 100 metros e 5 casas de distância. De onde estava, o pássaro voou em direção ao Hotel Mabu Interludium.

Voltei para casa. Chris foi em busca do pássaro, conseguindo fotografá-lo no CEAEC, abaixo do Monumento à Paz e da Passarela da Intercompreensão, próximo aos laboratórios que ficam em frente à Holoteca/Holociclo. Aqui a foto:

Aqui a gravação do canto do pássaro intercalado com a curiosidade do gato.

Vale também observar que a Christiane já havia feito uma foto do pássaro Saci, em 2014 e registro em 2016.

Fica aqui o registro dessa curiosa experiência esperando que possa incentivar os leitores interessados em maior interação lúcida com a Natureza Multidimensional. Concluímos com algumas informações adicionais sobre o Saci.

Nome popular:
Saci

Nome científico:
Tapera naevia

Resumo da descrição no WikiAves:
O Saci é um pássaro notívago cujo canto estridente dizem prenunciar situações problemáticas. Segundo a mitologia indígena, esse pássaro grita imitando vozes de espíritos. Na Amazônia é considerado encarnação de alma penada ou metamorfose de velha malvada que pede tabaco para cachimbo (https://www.wikiaves.com.br/wiki/saci).

Interessantes curiosidades do Saci:

Fácil de escutar e de difícil observação pois costuma se posicionar no meio dos galhos; raramente canta durante a noite; não faz ninhos próprios, colocando seus ovos em ninhos de outras espécies. Por fim, 31.10 é a data do Saci-pererê.

Autor

Antônio Pitaguari

Antonio Pitaguari é voluntário do CEAEC desde 2003. Atua como administrador, nutricionista e professor universitário.

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